Bem-vindo ao Talitha Kum!

O termo Prostituição Infantil caiu em desuso e foi substituído pelo termo Exploração Sexual por considerar a criança e adolescente apenas uma vítima, sem poder de decisão.

Reconhecemos que muitas crianças e adolescentes são exploradas ou acabam sendo exploradas sexualmente, porém sabemos também que muitas se prostituem por uma decisão própria.

Observamos que muitas se prostituem não por uma questão de sobrevivência, mas para adquirir objetos não tão necessários, como um celular ou uma roupa de grife. Outras se prostituem para comprar drogas ou simplesmente para ter uma aventura.

A verdade é que a maioria acaba sendo explorada.

Na abordagem do problema da exploração sexual muitos focalizam apenas a figura da criança explorada e a figura do explorador (cafetão) e esquecem a figura do usuário, aquela que paga para se servir dos serviços sexuais de crianças e sem o qual a exploração sexual de crianças não existiria.

Pergunte-se o que leva uma pessoa comercializar ou comprar o sexo com uma criança como se fosse uma mercadoria qualquer? Cremos que isso acontece porque vivemos dentro de uma sociedade deteriorada, uma sociedade onde o importante é TER.

Essa ansiedade de ter, inclusive o prazer sexual, tem afetado toda nossa sociedade e leva à corrupção, violência, abuso e também a exploração sexual de crianças e adolescentes. A mulher e a criança são vistas como objetos de prazer que podem ser comprados ou vendidos por um preço qualquer.

Talitha Kum, com suas limitações, pode atuar apenas numa pequena parte deste grande problema, resgatando algumas meninas da exploração e fazendo um trabalho preventivo com outras que ainda não se envolveram na prostituição. O papel dos cristãos é mudar os valores morais da sociedade em geral. Jesus não disse que podemos ser o sal da terra. Ele disse que somos o sal da terra. Se cada um de nós cumprirmos o papel de seguidor de Cristo, então muita coisa vai mudar na vida destas crianças.

Nossa história

Família Mostert

Desde 1985 o casal de missionários Pieter e Nilde Mostert trabalhavam à frente de uma casa de recuperação para mulheres, "Casa Renascer", no município de Seropédica- RJ, quando em 2000 Deus os chamou para iniciar um trabalho com as vítimas da Exploração Sexual Infanto-Juvenil. Nos três próximos anos, Deus não só confirmou o chamado como também mostrou o local onde o trabalho deveria ser realizado, Ilhéus - BA. Ao mesmo tempo providenciou uma igreja e um casal de missionários para dar continuidade à "Casa Renascer".

Em Julho de 2003, depois do casamento da filha mais velha Raquel, o casal de missionários, que são membros da Igreja Evangélica Congregacional da Agronomia, Seropédica, mudou-se, em companhia das filhas mais novas Jésica Hadassa e Larissa Gabriela, para Ilhéus a fim de realizar ali seu novo ministério.

Como não conheciam nada em Ilhéus, Pieter e Nilde se alistaram, por um ano e meio, como voluntários no Instituto Lindviver, uma ONG que atua em uma das muitas comunidades carentes da cidade. Depois deste período de aprendizagem e pesquisas, eles fundaram em 1 de Abril de 2005, junto com um grupo de irmãos, a associação Talitha Kum.